sábado, 28 de março de 2020
sábado, 21 de março de 2020
Escrito pelo Cmte Cangellar
Camarada Reconteriano. Até hoje seja lá o rumo que a vida deu ainda pertencemos a Cia ReconTer. Vai explicar isso. Parece que a única companhia que servimos foi a ReconTer.
Isso deve-se a Cmte Lucio, Cmte Cosme, Maia Neto, Sartori, Ze Jorge, Capurro, SO Barra. Nascimento, Leopoldo, Evilasio, Sá, Luques, Marinho, Caetano, edpn que desmanchava na água moto roncon, jipe Wilis e é claro ao saudoso motor Haupt 7,5 hp. Poe tudo isso na rela da ReconTer.
A ReconTer tirava até vaca de buraco. Itatiaia. Leopoldo e
Sá estavam nessa.
Põe as edpns Zéfir fundo de
madeira que soltava na água na arrebentação dobrava. Põe o motor Haupt 7,5 hp,
põe a casco rígido furada, que o Caetano punha plástico de ração r2 com cola de
obrea pra tapar o buraco, o reparo da mag
na caminhonete Willis a xerox da
xerox da xerox da carta de itaoca colorida com lápis de cor, a porra do rádio
prc 110 vhf alimentado com pilha Rayovac, o prc 130, freio 8 e mosquetão da casa da armada. Isso é
ser Reconteriano. Não esquece o Fal. O falzao mesmo, nada de para fal nem essa
porra de m16.
Se esqueci alguma coisa, adiciona a olimpus trip do capitão asa que
batia 35 fotos e queimava 36.
É foda pros outros pra Reconter é
fato histórico.
Valeu Barroso aí sim.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Mensagem enviada pelo CMG Cangellar
Ao amigo Barroso, antes de
tudo pra começar a falar de Cia Reconter, quando foi fundada a que
Batalhão estava vinculada isso é detalhe, o que realmente interessa é que a
Reconter tinha e sempre terá o espírito de cooperação dos Reconterianos, que
seguiam exemplos de um Comandante Lucio de um Tenente Cosme, do Sartori, Maia
Neto e por que não evocarmos figuras de militares coesos e competentes como Sub
Barra, o SG Capurro, Fontanin, CB Nascimento, Leopoldo,
Luques e você que participamos de varias missões e adestramentos, eram
militares que gostavam do que faziam tinham comprometimento com a Reconter.
Quantas vezes tínhamos que improvisar em prol da missão e do adestramento sem nunca deixar cair o padrão da Reconter ai evoco a figura do (Major) Caetano o rei das EDPNS e dos motorzinhos de merda que fazíamos funcionar a qualquer custo, em orientação, não tinha problema comunicações, primeiros socorros, rapel operações aéreas, EVAM, penca, quem sabia fazer e bem feito era a Reconter, em 84 fiz o COMANF fui 01 do turno de oficiais e o 01 dos praças foi o Alfredo que também era da Reconter em 85 fiz PQDT fui servir no Tonelero e por lá fiquei 12 anos.
Quantas vezes tínhamos que improvisar em prol da missão e do adestramento sem nunca deixar cair o padrão da Reconter ai evoco a figura do (Major) Caetano o rei das EDPNS e dos motorzinhos de merda que fazíamos funcionar a qualquer custo, em orientação, não tinha problema comunicações, primeiros socorros, rapel operações aéreas, EVAM, penca, quem sabia fazer e bem feito era a Reconter, em 84 fiz o COMANF fui 01 do turno de oficiais e o 01 dos praças foi o Alfredo que também era da Reconter em 85 fiz PQDT fui servir no Tonelero e por lá fiquei 12 anos.
Era visível os militares oriundos
da Reconter, o padrão deles era outro, não tinha PS dificilmente davam
problemas na unidade, aquela pequena companhia cumpria bem sua missão em ser os
olhos da DIVANF e isso nos enaltecia e muito.
O Btl de Comdo da Divanf
contava ainda com a cia de carros de combate o Cascavel, a Cia de Comunicações
as quais apoiávamos sempre, a Divanf que supríamos as necessidades de
Reconhecimento, que seja sempre assim: sigilo, reportagem imediata e
manobra independente.
Quem vai esquecer a Reconter,
nunca, se és um Reconteriano. Cheguei a ter a grata satisfação de comandar
a Reconter e a Reconanf até meados de 1998 quando enfim me transferiram
para SP no CTMSP. A esta companhia que seu filme esteja sempre na
memória dos reconterianos, nenhum diretor cineasta sei lá que for, conseguiria
entender o que é ser um reconteriano.
ADSUMUS Barrosão
forte abraço do CMG CANGELLAR aprendi muito com a CIA RECONTER
quinta-feira, 8 de março de 2012
Comte Lucio

Agradeço a todos os Reconterianos que me enviaram
palavras elogiosas por ocasião do Aniversário do nosso CFN. Confesso que não as
mereço porque tentava ser apenas mais um da equipe. Abaixo vou citar algumas
mensagens dos nossos Guerreiros. Estarei no Encontrão dos Veteranos no CIASC,
no dia 05 de maio, ocasião em que espero encontrar todos vocês (quem faltar
será lançado no Livro de Castigo! Desmarquem todos os compromissos e não faltem
a este Encontrão). Nunca fui a um encontro, me reservando para o encontro dos ComAnfs, quando iria encontrar nossos companheiros da Reconter. Mas, eu tenho
uma grande dívida para com o nosso COMGER, Alte Correia Guimarães, porque não
pude comparecer à sua posse (a minha mulher estava se formando na mesma
época). Assim, espero encontrá-lo e lhe dar um grande e fraterno abraço de
colegas de turma; não obstante estar rezando para que ele tenha muito sucesso
neste seu comando.
Quem merece todos os elogios são vocês, que, em
última análise foram (e continuam sendo) os guerreiros que cumpriam todas as
missões. Eu apenas tentava organisar as atividades. O Imediato, Comte Cosme, e
alguns oficiais chegavam a tirar combustível dos seus carros para que os barcos
continuassem a operar; sempre agiram como líderes e amigos em todas as
ocasiões, e nunca como chefes. Os Sargentos lideravam todas as atividades. O
nosso Operações, Capurro, chegava ao requinte de planejar tudo, se encarregar
de tudo, e na maioria das vezes, quando eu chegava já estava tudo organizado, o
material nas viaturas e toda a Reconter já embarcada, e pronta para seguir na
missão. O SO Barra, nosso Logístico, chegava a dormir em cima das caixas de
munição para ficar perto do material e poder vigiar tudo, abandonando o
conforto das nossas barracas. Os nossos Cabos eram os verdadeiros líderes,
chefiando as suas equipes de reconhecimento, e dando o pronto aos Sargentos. O
pessoal das Comunicações foram essenciais para o sucesso de qualquer missão, e
foram os professores para toda a Companhia. O Suboficial Monteiro (SELVA!!!),
era o nosso Paramédico, montava pistas de Primeiros Socorros, estudava as áreas
aonde iríamos operar, e providenciava o material necessário para aquele tipo de
terreno; e salvou muitas vidas!!! E os nossos Soladados foram as nossas peças
de manobra, fundamentais no cumprimento de cada missão ( sempre com sucesso, e
nunca tivemos nenhum ponto negativo); foram a nossa principal preocupação, e o
nosso farol para que eles tivessem tudo do bom e do melhor.
Alguns lemas da Reconter:
1- A hora é antes da hora. Quem está na hora está
atrasado!
2-O impossível fazemos agora. Milagre demora um
pouco mais.
3- Não me lembro mais dos outros. Quem souber,
favor me enviar.
Queridos amigos, como disse um companheiro de turma
(um nobre de sangue azul!), eu atualmente estou abivacado aqui em Natal, onde
montei um Posto de Comando (fiz um convite, mas ninguém compareceu à festa de
inauguração). Em anexo, estou enviando algumas fotos deste Posto Recon. Estamos
aguardando a sua visita.
Aqui estamos, e eles não passarão!!!
Comte Cangellar

Barrosão
ao amigo reconteriano agradeço o e-mail que mostra a Cia Reconter, fui comte de pelotão de 1982 a 1985 quando tive de sair para cursar o PQD inclusive uma foto da despedida para a Brigada fiz a Cia pagar 30 flexões era o básico da Reconter começava com 30, estas fotos me trazem boas recordações dos tempos de Reconter, depois comandei a Cia Reconanf no Tonelero e nela haviam vários integrantes da Cia Reconter, hoje muito do Tonelero se deve a militares que foram oriundos da Cia Reconter. Agora estou na reserva trabalho em Santos moro em São Paulo, servi 9 anos no Centro Tecnologico da Marinha em São Paulo, lá é outra Marinha por assim dizer é muita gente envolvida no projeto, muitos problemas, mas para um reconteriano, missão é missão. Aqui em Sampa quem passou pelo Centro foi o então sg Celio reconteriano. Ao amigo grande abraço e se vc encontrar com os Reconterianos que usavam fal, mochila de lona, motor de popa Haupt 8hp (uma merda ) edpn americana de 1967, que o major colava com piso de banheiro, prc 110, prc 130, jipão willis, a moto rocam, que nadavam todo dia do saco do galo para o navio ancorado da etalac, uns 800m, que comeram o feijão blindado do Cacua, das corridas do bananal praia da bica, da atp 38 da OTAN, dos primeiros OVN(s), do gorro de selva de lona, da bússola Silva, dos treinamentos de Rapel, da primeira penca vertical feita por mim o cabo Nascimento cabo Evilasio se não me engano Leopoldo, pegamos tres cabos de rapael trançamos, amaramos no Hulk do HE penduramos 5 Reconterianos e demos uma volta pela Baia da Guanabara, depooooiiiisss veio os cabos americanos, é camarada Barroso para quem teve Comandante Lucio, Comandante Cosme, Sartori, Maia Neto, SO Barra, SO Capurro, Fontanin, Sá, Leopoldo, Nascimento, Evilasio, Luques, entre outros tantos reconterianos se encontrar um desses manda um abraço do CMG Cangellar.
Silêncio, ações independentes e reportagem imediata. Isso é a Reconter.
AD SUMUS!!!
AD SUMUS!!!
terça-feira, 7 de junho de 2011
SG Barroso e a Cia ReconTer em exercício de Rapel no Batalhão Riachuelo
Fui lá dentro da secretaria e observei no quadro de atividades anual, fixado na parede, que naquele dia estava previsto exercício de rapel, com aeronave, no Batalhão Riachuelo, portanto, a Cia já estava atrasada para o evento.
Procurei saber quem era o responsável pelo exercício, foi quando me comunicaram que era eu. Apelei dizendo que não podia, pois existiam determinações que todo exercícios daquela natureza, o mais antigo tinha que ser um Oficial e eu era apenas um Sargento. Foi quando me informaram que todos nossos Oficiais estavam envolvidos em atividades (um estava na Amazônia, outro no Pantanal Matogrossense, etc) e por uma questão de hierarquia, eu continuava sendo o responsável por aquele exercício.
O segundo em comando era o Sg Célio (Jabá), a quem determinei que mandasse o ônibus avançar imediatamente, enquanto eu formava a Cia já dividindo em equipe de desembarque.
Dentro do ônibus, enquanto se deslocava para o Riachuelo, me dirigi a Cia:
-Pessoal, tem alguém aqui, que nunca tenha feito rapel de aeronave?
E a resposta foi negativa, todos eram experientes.
- Então, nós estamos atrasados e passíveis de levarmos uma bronca. Podem deixar comigo que assumo a responsabilidade e quando chegar lá vou mandar desembarcar e formar para apresentar ao mais antigo, então quero todos com a moral elevada, peito para fora e barriga para dentro.
Quando lá chegamos, de longe eu avistei o CMG, Comandante do Batalhão Riachuelo, na posição de descansar (nesta época os Batalhões de Infantaria eram comandado por Capitães de Mar-e-Guerra), do lado dele estavam o Piloto e o Co-piloto da aeronave.
Então, comandei: Atenção Companhia, coluna por três, Companhia sentido, direita volver e me voltando para ele, levei a mão a pala e disse bem forte: Sargento Barroso, apresento a Companhia Reconter pronta para fazer o exercício de rapel.
Ele olhou bem pra mim de baixo acima e disse: Sargento, Sargento Barroso, como você me explica? chego no meu quartel às 06:30hs e encontro uma aeronave pousada no heliporto e ninguém sabia me explicar porque. Vou procurar saber e descubro que é para fazer exercícios com vocês e me chega você um Sargento, uma ora dessa. Como você me explica?
-Explico agora mesmo, permissão, e me virando para a Cia comandei forte e claro: Companhia, descansar. Sargento Célio, fora de forma. Vou passar o comando para você, você pede ao comandante permissão para se retirar e conduza a companhia, em passo acelerado, para o heliporto, faça o briffing e pode começar o exercício, que eu vou explicar para o Cmte o porque da aeronave e me virando para a guarnição da aeronave disse: senhores queiram guarnecer a aeronave.
Assim o SG Célio procedeu.
Após a Cia sair ele se dirigindo a mim perguntou: e agora SG Barroso, como você me explica?
-Comandante, todos nossos exercícios fazem parte do PAAD e soletrei P-A-A-D (Plano Anual de Adestramento). Assim, durante o planejamento, 6 meses antes, nós enviamos um rádio, solicitando a aeronave, com ação para São Pedro d’Aldeia e com informação para Brasília e para o Riachuelo. Algum tempo depois São Pedro d’Aldeia responde positivamente ou negativamente, com ação para nós e informação para Brasília e para o Riachuelo, esses 2 rádios foram recebidos pelo Batalhão Riachuelo e certamente alguém os leu e os mandou para o arquivo. Portanto o Sr não pode acusar que não sabia que a aeronave ia pousar hoje no heliporto.
O Comte fazendo um gesto de desagravo, disse: tá bom pode ir.
Quando cheguei lá em cima no heliporto já havia sido realizado o briffing e o exercício já havia começado e tudo transcorria normalmente quando de repente chegou o Comte Alves CF (FN) S3 do Batalhão de Comando da Divisão Anfíbia e se dirigindo a mim perguntou: Barroso o que está acontecendo aqui?
Disse-lhe: Tudo normal, exercício sendo realizado sem nenhum incidente. Agora, o CMG lá em baixo, está furioso e acusou que não sabia que a aeronave ia pousar hoje no convôo dele e pelo exercício ser comandado por um Sargento. Expliquei-lhe que nossos Oficiais estão todos em missão e que por questão de hierarquia o exercício seria por mim comandado e que no Quartel dele certamente tinha 2 rádios lhe informando sobre o exercício com a aeronave.
Disse o Comte Alves: tudo bem continue com o exercício. Esse desgraçado, se referindo ao CMG, ligou para o Comando de Operações Navais e até para Brasília para fazer fofoca sobre isso.
Terminado o exercício, formei novamente a CiaReconter e ao solicitar autorização para me retirar recebi um não.
Disse o Comte: faça como da outra vez, passe o comando para o outro SG que eu quero falar com você.
E assim o fiz, passeio comando para o SG Célio e determinei que ele após solicitar autorização ao Comte do Batalhão, conduzisse a Companhia ReconTer “correndo-curto” até ao Batalhão de Comando da DivAnf, que eu ia ficar para ouvir o Comte.
Após a Cia sair ele se dirigindo a mim perguntou: SG Barroso você quer servir no meu Quartel?
-Não Sr.
-Porque você não quer?
- Por que estou contente em servir na CiaReconter. Lá nós temos a missão específica de reconhecimento, atuamos em pequenos grupos, é diferente do combate convencional, como é a missão dos Batalhões de Infantaria, mas também podemos atuar em prol dos Batalhões.
-Tá bom, pode ir que eu vou mandar um elogio pra você.
-Mas Comte, agora eu fiquei curioso, porque o Sr. Gostaria que eu servisse em seu Quartel?
-Por que tenho sob meu comando um montão de Sargentos e se eu perguntar a qualquer um deles o que é PAAD eles não sabem e você sabe.
-Pois é Comte, nós na Cia ReconTer somos obrigados a saber e fazendo a continência pedi permissão para me retirar.
OBS. Até hoje não recebi o elogio.
Se quiser comentar esta matéria é só clicar em seguir.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Capitão Marques
"Alguém sabe o paradeiro do Capitão Marques, um dos maiores Comandantes da Cia ReconTer? Quando era Imediato do Batalhão de Comando da Divisão Anfíbia, participei de um reconhecimento na região de Salvador-Bahia, para realização de uma Operação Dragão, que foi cancelada em virtude deste reconhecimento. O Capitão Marques deu um show, conseguindo avião, alojamento, viaturas da companhia de telefones da Bahia (Telebahia), etc, etc. O Cabra Leopoldo estava presente."
Escrito pelo Cmte Lúcio.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Fast Hope
Cia Reconter desembarcando de uma aeronave Super Puma utilizando um cabo Fast Hope.
Observe a velocidade do desembarque.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Balanço da Reconter pelo Cmte Lucio de Almeida
Desde o início na Reconter, nós
procuramos treinar e ensinar o nosso pessoal. Quando cheguei, a Reconter quase
não fazia reconhecimento, e atuava mais como “Força Inimiga” da DivAnf nos
exercícios em Itaoca. Atuava como Infantaria defendendo o terreno. Eles
adoravam porque ganhavam muitas diárias (chegavam antes da ForDbq, e partiam
depois). Não havia nenhum exercício externo. Por outro lado, a Reconter atraia
o ódio dos BtlInf, o que não era confortável. Com algum sofrimento (é muito
difícil mexer no bolso, principalmente com nossos baixos soldos) consegui mudar
o quadro, e impor exercícios externos para a Reconter. Não conhecia nada de
Operações de Reconhecimento, e com a ajuda do brilhante Imediato Comte Cosme, -
segundo lugar na sua turma da Escola Naval, salvo engano-, começamos a traduzir
os manuais que batiam em nossas mãos. E descobrimos que fora feita uma tradução
muito simplista destas operações; creio que julgassem não estarmos à altura da
sua execução. O Comte Cosme fez uma tradução exata dos manuais, e começamos a
tentar entendê-los, e a tentar praticá-los; iniciamos um exercício noturno toda
semana. As equipes Recon são comandadas, na grande maioria das vezes, por Cabos
e Sargentos. Os nossos Oficiais eram novatos (“quatis rabudos”). Assim, demos
ênfase ao treinamento e à instrução dos nossos líderes. Exigimos que os Cabos
assumissem o comando das suas equipes, e que os Sargentos cobrassem deles todas
as verificações (de presença, de armamento e munição, de material, etc). E que
os Tenentes recebessem as notificações dos Sargentos-Guia dos Pelotões (isto
daria mais força, comprometimento, e um moral mais elevado para os nossos
líderes. E procuramos ficar mais juntos deles (até mesmo dormindo na mesma
barraca junto com os Suboficiais e Sargentos). O melhor método de ensino é o de
aprender com os erros. Assim pagávamos a missão e praticávamos muita sabotagem
(avariávamos os motores de popa, não dávamos os códigos de rádio, não dávamos
hora para o encerramento, etc.). E por ocasião da crítica dos exercícios, estes
fatos eram comentados (para a tristeza e para o aborrecimento dos novatos).
Procuramos realizar no mínimo um exercício externo, com duração de uma semana,
em áreas similares aquelas em que atuaríamos (montanha, selva, mar, etc).
Descobrimos uma área em Mangaratiba que era um verdadeiro campo de
reconhecimento, possibilitando diversos tipos de atuação (pontes de diversos
materiais, taludes, montagem de PVs, dificuldade de comunicações, uma marcha
violenta por diversos municípios através montanha e clima frio, operações com
aeronaves, natação extrema (cerca de 1 Km) armado e equipado, natação
utilitária, lançamento de carga aérea, pistas de primeiros socorros – era
exigido em todos os exercícios, assim como as pistas de comunicações, orientação
no terreno, e de acuidade auditiva, visual, ótica e tátil (AVOIT). Uma vez por
ano fazíamos exercício, com duração de uma semana, na Base Aeronaval de São
Pedro D`Aldeia, explorando em toda plenitude a operação com aeronaves;
dirigíamos as aeronaves na aproximação final (os Pilotos teriam que confiar no
nosso trabalho), inserção de equipes Recon ( a aeronave fazia pousos falsos
para enganar a observação inimiga, e possibilitar o sucesso da missão,
lançamento de carga aérea, métodos de retirada de equipes Recon em terra e no
mar (rapel, Mcguiver ou penca, demarcação de heliponto diurna e noturna para
evitar a observação pelo inimigo, etc, etc. E tínhamos um exercício anual em
Itatiaia para operações de Montanha e de Clima Frio. Era violento: escaladas,
marchas entre municípios, ocupação de PV diurna e noturna ao relento, resgate
de feridos, carga de material pesado em montanha, e as sempre presentes pistas
de primeiros socorros, orientação, comunicações e AVOIT. Num dos exercícios
quase perdemos um Pelotão de Infantaria do Batalhão Humaitá que estava
pernoitando no Abrigo Rebouças e foi salvo pelos integrantes de um dos nossos
Pelotões que montava um PV do lado de fora para aclimatação ao clima frio; os
Infantes tocaram fogo em tudo aquilo que eles conseguiram de madeira, por que
não estavam agüentando o frio,e quase morreram sufocados pelo CO2. Noutro
exercício tivemos que montar um resgate dificílimo para retirar um soldado de
um Batalhão de Infantaria de um dos picos das Agulhas Negras (este soldado, a
bordo da aeronave teve paradas respiratórias e cardíacas, sendo salvo pela
exata formação do nosso enfermeiro). Assim, ao final de um período de três
anos, conseguimos ter, em todos os níveis, a melhor Companhia da DivAnf. Teve
uma manobra em Mangaratiba em que o Piloto da aeronave, que veio para o
exercício, foi o próprio Comandante do Esquadrão (em algumas manobras aparecia
o Imediato do Esquadrão, ou alguma autoridade mais elevada). Num dos eventos, a
inserção de uma equipe de reconhecimento, eu lhe disse que o comandante era um
cabo, e que caberia a ele fazer um breefing da missão, e perguntei-lhe se ele
faria alguma objeção, recebendo o seu afirmativo. O Cabo, se não me engano, era
um do Paiol de Material, não diretamente empenhado em operações de reconhecimento
(CB Sales? A memória já me falha!). Terminado o breefing, o Comandante do
Esquadrão pediu a palavra, e disse que foi um dos melhores breefings de que ele
já participara, e melhor do que os breefings feitos por muitos Oficiais. Então
eu senti que o comando da Reconter (Imediato, Operações, Pessoal, Comunicações,
material, etc) havia feito a opção correta, e que estávamos no caminho certo. Tivemos
uma grande preocupação com o nosso pessoal. Como éramos uma Unidade de Elite,
eu podia requisitar e escolher aqueles que seriam Guerreiros Recon. Tinha toda
a Divisão Anfíbia ao nosso dispor com o aval do Almirante. Como o nosso grupo
era pequeno face ao efetivo dos Batalhões, pedíamos humildade o tempo todo, e
para que fossem evitadas brincadeiras de mal gosto e exibições indevidas para
com os elementos de fora da nossa Companhia. E não tínhamos o mínimo de
tolerância com nenhuma infração disciplinar, mau comportamento, atitudes
suspeitas, vícios, etc. Tivemos a denúncia de um Cabo que afastou do nosso
convívio um Primeiro Sargento (após apuração do Imediato). Dizíamos que a porta
da rua estava aberta para aqueles que não atuassem dentro do nosso espírito; ou
sairiam de livre vontade (sem nenhuma punição, lançamento, ou informação
negativa, nada; apenas sairiam porque não estavam dentro do padrão Recon), ou
seriam convidados a sair, inclusive sendo dada a chance de escolher para onde
gostariam de servir. Nós acreditávamos que só pelo fato de terem escolhido a
Reconter, e passado pela nossa violenta seleção, já era motivo de orgulho para
nós, mas que eles não estavam dentro do padrão exigido. Outra grande preocupação foi a enviarmos o
nosso pessoal para cursos de Comanf, Operações na Selva, Montanhismo,
Manutenção de Motores de Popa, etc, com enorme sacrifício para os que ficavam
porque o nosso efetivo era muito pequeno, mas não abrimos mão de qualificar o
nosso pessoal. Como as nossas equipes não podiam contar com elementos de Saúde
e de Comunicações, realizamos exercícios contínuos destas modalidades. Buscávamos
reduzir o estresse do nosso pessoal ao máximo. Criamos uma caixinha na
Companhia (fato proibido em nossas OMs) a pedido de todos e com a concordância
de todos, sob a minha responsabilidade, e controle do Imediato e dos nossos
Encarregados de Pessoal e do Sargenteante; era feita uma diferenciação para
Oficiais, Sargentos e Cabos e Soldados esta caixinha era usada para algum
pequeno empréstimo, e era encerrada no fim de cada ano com um grande churrasco
para as nossas famílias e alguns convidados especiais. Todo exercício era
encerrado com um grande churrasco, algumas vezes com o apoio do Batalhão (eram
realizados quatro ou cinco grandes exercícios fora da sede do Rio de Janeiro, o
que implicava em enorme dificuldade logística), nas outras vezes com o emprego de
uma grande química. Em quase todos os exercícios, principalmente com o apoio do
Imediato Comte Vargas, nós elaborávamos o cardápio em que foram introduzidas
grandes melhorias no desjejum e nas refeições; também, trabalhávamos em
condições de extremo desgaste, em que tínhamos quase sempre de fornecer
comprimidos de relaxante muscular, e massagens. Em Mangaratiba facilitávamos
uma licença noturna para o nosso pessoal. No Parque Nacional de Itatiaia a
noite era livre para o pessoal que permanecia no PC (infelizmente eram poucos,
e não havia nada para passeios ou diversão). E conseguimos fincar uma bandeira
do nosso PC durante a Operação Dragão, junto com os PCs dos BtlInf! Comandei a
Reconter de Janeiro de 1981 (por Portaria do Comandante –Geral do CFN) até 4 de
março de 1986, quando assumi a função de Imediato do Batalhão ( e mesmo como
Imediato ainda participei de um reconhecimento para uma Operação Dragão ( junto
com o CB Marinho e o nosso Monstro). Nos cinco anos em que estive à frente da
Reconter, eu tive o privilégio de ter poucas mudanças no meu pessoal. Mas,
ainda assim, nós não atingimos um patamar eficiente de atuação. Ainda havia
muita coisa para aprender.Falta um curso de Operações de Reconhecimento, a ser
realizado no CIASC, dirigido por pessoal cursado no exterior. Faltam
equipamentos, armamento, uniformes especiais, rações especiais; atuávamos em
clima frio sem nenhum uniforme adequado e apropriado. Equipamentos de
Comunicações inadequados, guarnecendo duas redes (para que?), com apenas quatro
vigilantes carregando dois pesados aparelhos de rádio- comunicações com quatro
pesadas baterias, mais quatro rações de combate por homem ( 4Kg!!). E ainda era
exigido carregar um grosso plano de comunicações, com códigos e senhas sendo
alterados de hora em hora. E atuávamos contra um inimigo que possuía os mesmos
equipamentos, códigos e idioma. Eu quebrei este ciclo usando um mapa para cada
equipe Recon, diferente para cada patrulha, onde eu alterava as coordenadas
(sempre posicionando as coordenadas no mar), e modificando a identificação das
patrulhas (que agora eram Recon02,03, etc, e o meu PC sempre era Recon01).
Assim todas as mensagens saiam em linguagem clara (a minha posição é...). E
nenhum plano de comunicações era carregado. Encerrando esta Bem amigos, a Reconter foi a unidade
(Sub-Unidade?) em que eu passei o maior tempo da minha vida de Fuzileiro Naval
(como Imediato e Comandante – cerca de cinco anos- ainda vivi muito do espírito
do pessoal Recon, e ao final do meu comando e da minha vida na MB, pude deixar
a Reconter super equipada (várias EDPns nas caixas, GPS, etc.), com grande
conforto para todo o seu pessoal (ar condicionado em todas as dependências, bem
como equipamentos de som,TV e lazer), com um quartel novo, bem dimensionado,
com um camarote e câmara improvisados para o Comandante, com um Paiol de
Material bem construído, com lages e local de dormida para o Paioleiro, com um
amplo estacionamento para todos ( que serviria como heliponto e local de
exercício com aeronaves), e com uma praia só para ela e com fácil acesso. Tudo
isto foi construído pelo pessoal da Reconter (sob o comando do brilhante Comte
José Jorge), com muito sacrifício e dor, e com um risco só meu (o meu Comando
não me deu garantia para as transformações que fizemos com a verba oriunda do
EB por ocasião de uma manobra nos morros cariocas). Foi muito complicado devido
ao curto espaço de tempo para a comprovação desta verba, e eu pude pegar quase
toda a verba porque nossas Unidades a dispensaram.
Infelizmente não dá para colocar tudo neste Balanço. Muito sofrimento, dor, suor, corpos enrijecidos, medo, saudade, frio, resgates e salvamentos, atos heróicos, pessoal capturado em exercícios, etc. Muita coisa ficou para trás. Uma reflexão. Tenho ouvido que a primeira Unidade a ser empregada será o Batalhão de Operações Especiais. Eu discordo veementemente. As primeiras unidades a serem empregadas são e serão sempre as unidades Recon, conforme a doutrina americana (cuja doutrina é seguida pelo nosso CFN), e que direcionou a formação das nossas Unidades. Iniciamos como um Núcleo da Primeira Divisão de Fuzileiros Navais. Uma Divisão de Fuzileiros Navais é composta por três Regimentos de Infantaria e demais apoios, aí incluído um Batalhão de Reconhecimento. O Brasil, pelas nossas dimensões continentais deveria ter duas Divisões de Fuzileiro Navais completas (uma segunda Divisão no Nordeste???). A formação de um Comando Anfíbio traz um grande embasamento para as operações de reconhecimento (como os demais cursos de saúde, de operações com aeronaves comunicações, operações em montanha e na selva, etc.). No entanto, quando um companheiro retornava do curso de COMANF, dizíamos para ele esquecer tudo e voltar ao comportamento Recon. O COMANF vai em grandes grupo barulhentos em sua maioria, rompendo a macega afora, com grande armamento pesado. O guerreiro Recon trabalha em grupos de no máximo quatro vigilantes, com pouco armamento de defesa individual, e tem que trabalhar com muito silêncio nos Postos de Vigilância, agüentando a solidão, agüentando picadas de insetos, rastejando pelas macegas, se locomovendo à noite, não pode usar fogueiras, fogos, nem aquecer a sua ração, porque ele trabalha sempre dentro do território inimigo. Muitos poucos agüentam esta situação. Fechando esta breve reflexão, espero que o Comando- Geral do Corpo de Fuzileiros Navais reveja a organização que retirou a Reconter da Divisão Anfíbia, e caso possível crie um Batalhão Recon; a Companhia isolada nunca irá atingir um estágio de excelência; a sua posição dentro de uma outra Unidade que não tem a ver com o seu emprego ( como no caso do Batalhão de Comando, onde tínhamos que encerrar o adestramento para realizar faxinas, marchas administrativas, paradas, mostras, etc.). O Batalhão Recon poderia permitir o emprego de viaturas blindadas para o reconhecimento de eixos, de aeronaves de observação não tripuladas, bem como a estrutura de apoio de um Batalhão para a guarda do equipamento, montagem e operação de Postos de Comando e acampamentos, serviços de Informações, operações, controle de material, rancho, etc. A Base construída na DivAnf pelos elementos Recon comandados pelo Comte José Jorge já está pronta! Encerrando, se me fosse permitido eu teria encerrado a minha atuação no Corpo de Fuzileiros Navais na Companhia de Operações Especiais de Reconhecimento (para a tristeza e desespero dos Comandantes Cosme, José Jorge, e todos os demais oficiais!!!!). Peço desculpas pelos erros. Esta mensagem está sendo enviada para todos os Guerreiros Recon, e para os meus amigos e colegas de turma.
Infelizmente não dá para colocar tudo neste Balanço. Muito sofrimento, dor, suor, corpos enrijecidos, medo, saudade, frio, resgates e salvamentos, atos heróicos, pessoal capturado em exercícios, etc. Muita coisa ficou para trás. Uma reflexão. Tenho ouvido que a primeira Unidade a ser empregada será o Batalhão de Operações Especiais. Eu discordo veementemente. As primeiras unidades a serem empregadas são e serão sempre as unidades Recon, conforme a doutrina americana (cuja doutrina é seguida pelo nosso CFN), e que direcionou a formação das nossas Unidades. Iniciamos como um Núcleo da Primeira Divisão de Fuzileiros Navais. Uma Divisão de Fuzileiros Navais é composta por três Regimentos de Infantaria e demais apoios, aí incluído um Batalhão de Reconhecimento. O Brasil, pelas nossas dimensões continentais deveria ter duas Divisões de Fuzileiro Navais completas (uma segunda Divisão no Nordeste???). A formação de um Comando Anfíbio traz um grande embasamento para as operações de reconhecimento (como os demais cursos de saúde, de operações com aeronaves comunicações, operações em montanha e na selva, etc.). No entanto, quando um companheiro retornava do curso de COMANF, dizíamos para ele esquecer tudo e voltar ao comportamento Recon. O COMANF vai em grandes grupo barulhentos em sua maioria, rompendo a macega afora, com grande armamento pesado. O guerreiro Recon trabalha em grupos de no máximo quatro vigilantes, com pouco armamento de defesa individual, e tem que trabalhar com muito silêncio nos Postos de Vigilância, agüentando a solidão, agüentando picadas de insetos, rastejando pelas macegas, se locomovendo à noite, não pode usar fogueiras, fogos, nem aquecer a sua ração, porque ele trabalha sempre dentro do território inimigo. Muitos poucos agüentam esta situação. Fechando esta breve reflexão, espero que o Comando- Geral do Corpo de Fuzileiros Navais reveja a organização que retirou a Reconter da Divisão Anfíbia, e caso possível crie um Batalhão Recon; a Companhia isolada nunca irá atingir um estágio de excelência; a sua posição dentro de uma outra Unidade que não tem a ver com o seu emprego ( como no caso do Batalhão de Comando, onde tínhamos que encerrar o adestramento para realizar faxinas, marchas administrativas, paradas, mostras, etc.). O Batalhão Recon poderia permitir o emprego de viaturas blindadas para o reconhecimento de eixos, de aeronaves de observação não tripuladas, bem como a estrutura de apoio de um Batalhão para a guarda do equipamento, montagem e operação de Postos de Comando e acampamentos, serviços de Informações, operações, controle de material, rancho, etc. A Base construída na DivAnf pelos elementos Recon comandados pelo Comte José Jorge já está pronta! Encerrando, se me fosse permitido eu teria encerrado a minha atuação no Corpo de Fuzileiros Navais na Companhia de Operações Especiais de Reconhecimento (para a tristeza e desespero dos Comandantes Cosme, José Jorge, e todos os demais oficiais!!!!). Peço desculpas pelos erros. Esta mensagem está sendo enviada para todos os Guerreiros Recon, e para os meus amigos e colegas de turma.
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